Baratos da Ribeiro Clube do Vinil

bh 100 compacto por kowalsky 03 300x300 Set do DJ Ácaro na Festa 100% Compacto: Belo Horizonte, 13 de agosto de 2010

Boas novas:

1) O Clube do Vinil voltou a ser quinzenal. A próxima farra acontece no dia 26 de agosto.

2) o Nix me passou o Audacity e, depois de meses sem conseguir instalar o Soundforge no notebook, o DJ Ácaro deve finalmente conseguir trabalhar nos MDs com o registro das últimas edições do Clube do Vinil. Então em breve, este PodCast volta a ser atualizado. Pedimos perdão pela demora, mas os fãs do bolachão foram recompensados pela paciência com o Portal PrefiroVinil, que desenvolvemos neste período:

www.prefirovinil.com.br

Mas este post é também pra comentar a foi a segunda aparição do DJ Ácaro em pistas mineiras. A primeira foi na última festa da Vinyl Land, também no Studio Bar. Além da já notória simpatia dos mineiros, Ácaro descobriu outra qualidade: os ouvidos e coração aberto à todo som chacoalhante de qualidade, seja de qual gênero for. A FESTA 100% COMPACTO está na sua bem sucedida décima edição, e é criação dos os DJs Kowalsky e Fausto, que receberam o DJ residente do Clube do Vinil do Sebo Baratos com um carinho incrível - a começar pelo Jameson que bebericaram enquanto estavam na casa do Fausto, fazendo hora pra balada.

A moçada dançou à beça, a noite toda. (Kowalsky e Fausto são mestres nas carrapetas, usando efeitos com sagacidade & mixando diferentes gêneros com muita classe, e o outro DJ convidado, Gustássifon - do Roodboss Sound System - mandou uma fina seleção de rocksteadies e reggaes.) Eis o set do DJ Ácaro, todo feito com 7″s:

Antonio Prieto - chove chuva / goccia a goccia
Miriam Makeba - emavungwini (down in the dumps)
Amy Winehouse - tears dry on their own
Billy Preston - blackbird
Wilson Simonal - se você pensa
Aretha Franklin - Eleanor Rigby
Stevie Wonder - shoo be doo be doo da day
Duffy - mercy
The Rolling Stones - miss you
Coasters - love potion number 9
Parliament - tear the roof off the sucker (give up the funk)
Afrika Bambaataa & The Soul Sonic Force - looking for the perfect beat
New Order - true faith
Spider Murphy Gang - ich schau’ dich an (peep peep)
Claude François - si j’avais un marteau
Little Eva - locomotion
Las Foralettes - clap your hands (bate sus palmas)
Talking Heads - burning down the house
Paul McCartney - no more lonely nights (playout version)
Falco - rock me Amadeus
Carl Douglas - kung fu fighting
Jimmy “Bo” Horne - get happy
Grace Jones - pull up the bumper
Alice Pink Punk - 24 frames per second
REM - orange crush
Hot Hot Heat - goodnight goodnight

bh dj acaro 300x240 Set do DJ Ácaro na Festa 100% Compacto: Belo Horizonte, 13 de agosto de 2010

HD-SN-99-02656

Em 2010 o Clube será mensal, sempre na quinta-feira mais próxima do dia 15 de cada mês:

18/3, 15/4, 13/5, 17/6, 15/7, 12/8, 14/10, 18/11 e 16/12.

Excepcionalmente em setembro, devido do Festival de Cinema, no dia 2.

A saudade é boa: realça o sabor do reencontro, não acha?
Portanto: até a próxima.

Um abraço,

DJ Ácaro

Descrição da imagem: A Frenchman weeps as German soldiers march into the French capital, Paris, on June 14, 1940, after the Allied armies have been driven back across France. (OWI)

Rafael Marquee, Parte 4 de 4

rafael marquee 4 new wave japonesa 300x216 Rafael Marquee, Parte 4 de 4

Sebastián Pau é uruguaio e trabalhou no Sebo Baratos quando viveu no Rio. O gosto por LPs está no sangue – seu pai é o dono da loja Abraxas, em Buenos Aires -, e é ele quem sugere o clássico “rock lobster”, do B-52´s, para abrir o bloco. Ácaro pega carona no mesmo tubo e você surfa em seguida na companhia do obscuro combo new wave Dizzy & The Romilars – aliás, Ácaro acabou descobrindo que o Comateens, que entra logo após, era liderado pela mesma cantora, Ramona Lee (olha a intuição do DJ aí!). Sebastián saca então uma canção do Charly Garcia gravada no Rio de Janeiro, com o Paralamas de Sucesso, africanizando o swing desta noite. Aproveitando a deixa, Ácaro dá play em Mory Kanté, um grupo africano radicado na França que fez sucesso mundial nos anos 80 - pro pessoal lembrar que houve interesse pela música africana antes da atual onda liderada pelo Vampire Weekend. Pra quebrar, um momento rock com uma canção do último disco do Sonic Youth (de 2009) e uma belíssima balada do Stranglers, “always the Sun”. Finalizando, dois reggaes tortos, primeiro com a banda espanhola Kortatu (muito inspirada no Clash, inclusive nas letras de forte teor político) e depois com a Annette Peacock (também radicalizando, mas num feminismo que irá deixar os rapazes de cabelo em pé). 39 min.

P.S.: roubei a imagem do site de uma rádio virtual muito bacana, a “Lágrima Psicodélica”. Visitem:
http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/2009_05_01_archive.html

Clicando abaixo, você confere o tracklist deste bloco.
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Rafael Marquee, Parte 3 de 4

rafael marquee 3 new music 297x300 Rafael Marquee, Parte 3 de 4

O bloco abre com a discussão: os alemães pirados que misturaram rock e eletrônica no início dos anos 70 teriam sido punks se fossem 5 anos mais jovens? DJ Ácaro defende o parentesco estético, enquanto o DJ convidado, Rafael Marquee, bate o martelo: que punk que nada, os chucrutres estavam 300 anos à frente em termos de vanguarda pop. Argumento a favor da tese, entra Andreas Dorau com um misto de new wave e coral infantil. Na sequência, mais minimalismo experimental de fora do eixo Londres-NY, inclusive cantado em japonês. O papa Jean-Jacques Perrey, produtor pioneiro no crossover rock-eletrônica, dá as caras e o fim do set de Rafael inclui nomes mais conhecidos, como o Devo, Fred Banana Combo e o Flying Lizards, além de Talking Heads, um chamego à sua esposa, que em abril entrega ao rapaz um par de lindos gêmeos! DJ Ácaro contribui pro banquete com “breakdown”, uma das 4 canções que os Buzzcocks gravaram nos primórdios da carreira, ainda com Howard Devoto (que formaria o Magazine) nos vocais. 37 min.

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Rafael Marquee, Parte 2 de 4

alan vega 234x300 Rafael Marquee, Parte 2 de 4

Rafael Marquee não gosta que facilitem. Quando se depara com o inusitado e o esquisito, sua curiosidade se atiça. Ouvindo alguns de seus LPs prediletos, você vai descobrir que rock progressivo pode dispensar virtuosismo instrumental, que nem toda música eletrônica é feita pra dançar, que rockabilly pode ser feito com sintetizadores, que existe punk minimalista e que os alemães, espanhóis e franceses lançaram algumas das músicas mais ousadas – e às vezes divertidas – dos anos 80. Esta não foi a primeira vez que deu seus pulinhos como DJ, e a última brincadeira havia acontecido no Plano B. Aliás, o sebo Baratos da Ribeiro tem até fama de “alternativo” pelos eventos e em especial pelo Vespeiro (série de shows de rock aos sábados que terá uma reedição extra no dia 13 de março próximo). Mas é o sebo de discos da Lapa (na Rua Francisco Muratori, quase esquina com Riachuelo) que realmente levanta a bandeira dos sons pouco comerciais – é lá onde rola a cena carioca de música eletroacústica e vanguardista à vera, é lá que rolam muitos shows barra-pesadas, onde o barulho e os timbres exóticos dão o tom, onde a estrutura de canção já virou coisa de museu. Como o DJ Ácaro não conhecia nada (exceto o Alan Vega) que Rafael usou em seu set, a gente espera até Marquee enviar o tracklist para informar à galera os artistas, as canções, os álbuns e as datas. Até lá, respire fundo e mergulhe fundo nessa assombrosa jornada musical. Vale a pena se aventurar. (Ah, DJ Ácaro adorou a versão dos Polecats para “John, i´m only dancing”, do Bowie!) 45 min.

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Rafael Marquee, Parte 1 de 4

televisao 300x253 Rafael Marquee, Parte 1 de 4

A noite de 3 de setembro de 2009 do Clube do Vinil foi esplendidamente insólita e igualmente fascinante. Pra começo de conversa, uma banda new wave japonesa que gravou apenas 2 discos em sua brevíssima carreira, a Plastics – causou forte impacto em David Byrne e foi regravada por gente de fino trato como o Pizzicato Five. Voltando do oriente, fazemos escala na Suécia (com o post-punk-noise do Härjstorm) e na Alemanha, para degustar um pouco de krautrock. Ouvimos “Lila Engel”, do Neu!, o Can arranhando italiano em “come sta, la luna” – Nietzsche, que apesar da fama perseguiu idéias que ensolarassem o espírito, já disse que a vida verdadeira estava abaixo dos Apeninos. Em Paris encontramos Les Rita Mitsouko, num remix feito por Tony Visconti (que produziu quase todo o Bowie dos anos 70). E é na Inglaterra que encontramos um tesouro: o EP que David J, do Bauhaus, compôs em 1983 para servir de trilha para a Graphic Novel “V de Vingança”, de Alan Moore. Debile Menthol é um grupo inclassificável (Prog? Jazz? Minimal?) da Suíca. Mas é do outro lado do Atlãntico que vamos encontrar quem deu batizou o DJ convidado desta edição: Television, que aqui aparece com a primeira demo, gravada em fins de 74 ou início de 75. Rafael é fã, e por isso ganhou “Marquee” no sobrenome. Da prata da casa, DJ Ácaro apresenta o disco “Rock de Autor”, lançado de forma independente pela vanguarda roqueira paulistana em 1990. 47 min.
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som imaginario1 300x210 Canções sem Fronteiras, Parte 4 de 4

A música e a poesia brasileira deu o tom na noite de 12 de novembro de 2009, no Clube do Vinil. Como todo bom rapaz, Luiz Monteiro já balançou muito a cabeleira ao som das guitarras rasgantes e das baterias cavalares, mas hoje, apaziguado nos braços de Virgínia Capibaribe, ele se volta para nossas raízes – e lá embaixo encontra ramificações que nos conectam aos sons de todo o planeta. Lembrando os tempos de piquete, a versão de “little wing” que Eric Clapton gravou no Rainbow, uma versão de “garden of my mind” pelos garageiros do Fuzztones e “Jet”, do Wings. Igualmente cheio de punch é a canção que Clementina de Jesus registrou para o Museu da Imagem e do Som. Antes de um jazz pra relaxar, um pouco de ska - destaque pro Lourel Lorenzo Aitken, cubano que cresceu na Jamaica, estava na Inglaterra quando o punk descobriu o ska e gravou esse disco na Espanha há poucos anos. A versão de “a day in the life”, clássico dos Beatles, é do Eric Burdon acompanhado dos negões do War. Encerrando, uma sequência de belíssimas canções brazucas dos anos 70, incluindo “sábado”, do Som Imaginário. 43 min.
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blog virginia capibaribe 300x225 Canções sem Fronteiras, Parte 3 de 4

Luiz Monteiro, também um ás das 6 cordas, trabalha atualmente com audiovisual, inclusive compondo trilhas sonoras. Está finalizando o longa-metragem “Como Você Ouve o Mundo”, co-dirigido por Julio Braga, sobre diversidade da música brasileira. A dupla colheu depoimentos de Tom Zé, Hermeto Pascoal, Lobão e Nação Zumbi dentre outros, além de ter filmado várias expressões musicais folclóricas. O rapaz não sossega. Casado com a professora de canto Virgínia Capibaribe, está produzindo também o show “Canção Sem Fronteiras”, onde exploram a música popular universal, se aventurando em meia dúzia de idiomas. Virgínia será acompanhada por Rodrigo Saboya no violão e Julio Braga na percussão, e o repertório inclui Violeta Parra, Federico Garcia Lorca, Amália Rodrigues, Manuel de Falla, Villa-Lobos e Arrigo Barnabé, além de composições originais. Serão 3 apresentações neste final de semana (veja mias detalhes abaixo). Nesta edição do Clube do Vinil gravada em fins do ano passado, rolou uma prévia do show, com Luiz violando: uma chanson française pré-Piaf, um standart de jazz, um fado, “mind games” do John Lennon e o clássico samba “ensaboa mulata, ensaboa…”. De resto, neste bloco: Tom Zé, Almirante, João Donato, Miriam Makeba, Fela Kuti e outras africaneidades. 48 min.

O show “Canções Sem Fronteiras” esterá em cartaz nos 26, 27 e 28 de janeiro, de 2010 às19h no Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241, Centro). Começa às 19h e nomes para a lista amiga (R$ 15,00) devem ser enviados para:

cantarsemfronteiras@gmail.com

Um trailler do documentário “Como Você Ouve o Mundo:

http://www.youtube.com/watch?v=RVDC3bwJhtg

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blog luiz monteiro 300x225 Canções sem Fronteiras, Parte 2 de 4

Um spirtual abre esse bloco super colorido; em seguida vem Clementina de Jesus, depois Manu Dibango e Mona Gadelha, do disco coletivo da galera do Ceará, lançado nos anos 70, o “Massafera”. Folk? Música de raiz? Mas rola ainda Beatles, Sonic Youth e uma espiada num ensaio de Jimi Hendrix (um bootleg fantástico). Como o anfitrião Ácaro, Luiz Monteiro prefere a música difícil de se classificar, que transcende as categorias inventadas pela crítica e pelo mercado fonográfico. Ambos estudaram na Escola de Comunicação da UFRJ , que, apesar de capenga, tinha algumas feras em seu corpo discente e alunos inquietos, veja que sorte. Além disso, no Campus da Praia Vermelha estava instalada a Rádio Interferência, que, apesar dos hiatos, mantinha uma trabalho heróico e contínuo de divulgação musical. Ácaro produziu, com José Vicente, o “Poemanão”, que misturava música e literatura. Luiz Monteiro foi além, e participou da direção da rádio, arregaçando as mangas em defesa da democratização do dial – mesmo que de vez em quando a Polícia Federal apreendesse o transmissor. Ah, atenção ainda à psicodelia pop do Caetano Veloso e à belíssima doidera do disco de estréia de Belchior. 48 min.

Para conhecer mais sobre a Rádio Interferência:

http://www.eco.ufrj.br/portal/servicos/radio.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1dio_Interfer%C3%AAncia
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blog cancoes sem fronteira 211x300 Canções sem Fronteiras, Parte 1 de 4

Olha o trava-língua: são três trincas de canções, explorando diversas praias onde o convidado, Luiz Monteiro, gosta de surfar. Pra começar, samba pré-João Gilberto com o Grupo Rumo (reinventando Noel Rosa), Sérgio Sampaio, Ultraje a Rigor (sim, num clima banda de coreto). Aí vem uma sequência caliente & rumbeira com os argentinos do Opa (produzidos por Airto Moreira), uma galera de Angola e o Santana. Fechando: rock´n´roll. Uma canção cheia de cítaras na voz no Alceu Valença, um groove cheio de mojo do indiano Raghunath Seth e uma arrasadora versão para um clássico do Hendrix gravado em Milão , na Itália. 44 min.
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