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Resenha: “Todos os olhos”, de Tom Zé (por Rodrigo Araújo)
1 Comment Publicado by djacaro dezembro 8th, 2010 in Resenha
“Essas coisas assustaram e o disco sumiu. E me tirou de circulação. Eu pensava que era aquele disco que ia me botar em circulação, porque era um disco foguento, cheio de malandragem” (Tom Zé, anos 2000)
Trinta e sete anos após seu fracasso nas prateleiras das lojas, “Todos os Olhos” está sendo relançado em vinil. O mais famoso cu* da história da MPB está lá exposto em toda sua glória nos 30 x 30 cm da capa, camuflado apenas por uma bolinha de gude.
Arrebanhado de surpresa para a patota tropicalista de Caetano e Gil nos anos 60, Tom Zé urgira carreira à margem dos conterrâneos, com exceção de alguns pontos de encontro como o LP “Tropicália”. De disco em disco, sem grandes sucessos ou fracassos, o baiano de Irará que não se considerava um genuíno compositor popular ia tocando sua carreira low profile. Em 1973 era hora de outro lançamento pela Continental, gravadora de porte médio onde tinha estreado no ano anterior com o LP “Se o Caso é Chorar”. Como no trabalho anterior, o Grupo Capote do ex-Novo Baiano Odair Cabeça de Poeta estava a postos, desta vez com o auxílio luxuoso do grande violonista Heraldo do Monte (citado nos créditos como ‘tendo achado divertido não tocar bem’). Este lançamento marcaria o desterro comercial de Tom Zé.
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Tracklist do Clube do Vinil de 2 de dezembro, com DJ Durango
0 Comments Publicado by djacaro dezembro 5th, 2010 in o DJ Ácaro recomenda
Set do DJ Ácaro no Clube do Vinil de 2 de dezembro de 2010. Ficamos no aguardo da lista de petardos sonoros servidos pelo convidado especial, DJ Durango (a.k.a. o jornalista Marcelo Pastel, pra quem o conhece pelo Faceboook…).
Semana que vem, dia 9, tem mais noitada regada à pérolas sonoras em vinil & aquela cervejinha gelada, com Andrée Buda no comando. A partir das 20h.

Wanda Jackson - let’s have a party (The Greatest Party)
The Micragirls - lone twister (Feeling dizzy honey?!, 2006)
Mercenárias - ação na cidade (Trashland, 1988)
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Resenha: “São Paulo Confessions”, Suba (por André Buda)
0 Comments Publicado by djacaro dezembro 3rd, 2010 in Resenha
“São Paulo Confessions”, Suba (1999)
Em 1998, Marina Lima retornava a Polygram (atual Universal) e lançou em sua reestréia na compania com o disco “Pierrot do Brasil”, produzido por um sérvio radicado no Brasil chamado Mitar Subotic (também conhecido na classe musical como Suba). Isso me chamou muito a atenção na época pois não é comum imigrantes daquelas bandas no nosso país e, ainda por cima, envolvidos na produção de nossa música. E, sem dúvida alguma, é o disco mais bacana dela. Logo, ele conquistaria prestígio e se tornaria cobiçado por artistas como Arnaldo Antunes, Bebel Gilberto e, até mesmo, Skank e Daniela Mercury desejaram o upgrade recebido por Marina em sua sonoridade.
No ano seguinte, ele lança o cd “São Paulo Confessions”, um álbum de produtor, com o qual, durante todos estes anos, esbarrava constantemente nas lojas. Eu o pegava, o namorava, mas colocava-o de volta na prateleira e não o comprava e, hoje, me arrependo de não tê-lo feito antes do convite para escrever esta resenha. Suba era sérvio, mas, com certeza, compreendia e amava o cotidiano da cidade que o acolheu, pois, seu disco-solo é um conjunto de crônicas da vida em São Paulo como só um paulistano nato poderia conceber. Seu som não era “música exótica de gringo com influências de MPB” não! Era genuína música brasileira, moderna, muito criativa e elegante. Ele conheceu, absorveu e se tornou parte, sabe como é? Por exemplo, a faixa “Você gosta” combina percussão bem brazuca de João Parahyba (do Trio Mocotó) com eletrônica e a a voz sedutora de Taciana; “Antropófagos” tem a participação do grupo Mestre Ambrósio, o representante do movimento mangue beat mais genuíno em regionalidade, antenando a rabeca com o mundo; “Sereia” tem a sensual Cibelle num canto irresistível como o dos seres mitológicos; “Um dia comum (Em SP)” tem Edgar Scandurra solando e “Samba do gringo paulista” uma bateria de escola de samba tocando como se faz no sambódromo da terra da garôa. Tudo isso aliado a teclados e blips e tóis eletrônicos de ponta. Discos eletrônicos costumam ficar datados, mas ele foi tão equilibrado e certeiro no uso dessa textura que o disco não datou.

Só ouvi o disco 11 anos após seu lançamento e a morte de quem o concebeu (vítima de um incêndio em seu apartamento) e me tornei mais um a fazer côro com os que lamentam seu desaparecimento, imaginando o quanto esse homem teria feito pelo progresso de nossa música na entrada do novo século e em tempos de convergência de mídias, da liberdade que a internet proporciona e, puxa, com certeza, ele se foi muito cedo.
André Buda
Fundador de uma das listas de discussão mais bacanas da web, o funcionário público se despenca lá do Engenho de Dentro, seu QG, mas não perde uma quinta-feira de Clube do Vinil.
Compre o LP no Portal Prefiro Vinil (e confira as últimas promoções - você pode ganhar discos de presente e até mesmo uma vitrola!):
http://www.prefirovinil.com.br/disco/Suba-S%C3%A3o_Paulo_Confessions-3923/
Resenha: “África Brasil”, de Jorge Ben (por Luiz Eduardo Monteiro)
0 Comments Publicado by djacaro dezembro 1st, 2010 in Resenha
“África Brasil” (1976)
A música de abertura do disco África Brasil de Jorge Ben começa com um riff nervoso de guitarra, a percussão chama a virada e ganha peso com os graves bem timbrados do baixo, a levada rítmica mistura rock, soul e samba, e o canto, com coro, anuncia que o jogo é pra valer: Umbabarauma homem gol, ponta de lança africano.
O suingue original de Jorge Ben ganha no disco África Brasil um de seus registros de maior peso e pegada. A foto dos músicos da contra capa já nos sugere a pressão da parede sonora escalada por um time de craques. Só pra citar alguns: José Roberto Bertrami (Azymuth) nos teclados, Dadi (Novos Baianos e A Cor do Som) no baixo, Djalma Correa na tumbas, congas e atabaques, Wilson das Neves nos timbales, Oberdan (Black Rio) no sax…
Esse é também um dos primeiros discos em que Jorge Ben assume a guitarra elétrica no lugar do violão, no entanto, nesse disco o suingue e a inventividade das levadas e acordes continuam fortes e férteis. Na segunda faixa, “O filósofo”, a guitarra passeia em um groove bem pontuado pelo baixo, criando um clima deliciosamente despretensioso e dançante. Atmosfera parecida se repete em “O Plebeu”.
Na faixa “Meus filhos, meu tesouro”, a cuíca dá um tempero especial, fazendo a liga perfeita com a cozinha em alta pressão. “Taj Mahal”, já gravada em versão acústica no disco Ben de 72, ganha aqui sua versão elétrica. Ainda hoje em seus shows Jorge Ben parece repetir os brecks e dinâmicas dessa gravação.
Xica da Silva (mais um clássico, que mereceu regravação da sul-africana Miriam Makeba), apresenta um discreto sotaque latino, mantendo a pegada de rock com samba “misto de maracatu”, com a melodia livre e frases que não se preocupam com métricas rígidas, uma das marcas de Ben. Importante ressaltar que no disco, o tema da africanidade é uma presença constante, tanto na parte rítmica e musical, como nos temas abordados nas letras das composições, reforçando o conceito enunciado no título da obra. Vale lembrar que Jorge Ben tem, em linha direta, sangue africano, sua mãe nasceu na Etiópia.
“Camisa 10 da Gávea” pede licença para homenagear o “Galinho de Quintino”, o craque Zico, ídolo maior da torcida rubro-negra da qual Jorge Ben é integrante fervoroso (chegou a jogar nas categorias de base da Gávea). A temática do futebol, da guerra de 90 minutos rica em metáforas, é tema recorrente em suas composições.
“Cavaleiro do Cavalo Imaculado” apresenta na introdução dissonâncias da guitarra que dão um toque de experimentalismo à harmonia, e a letra falada e cantada, anuncia o ‘principe de toda a África’. A temperatura é quente na mistura de toques de terreiro com grooves funkeados. “Zumbi” (música que havia sido gravada em versão mais lenta no disco Tábua de Esmeraldas de 74), fecha o disco com seus termos afro-brasileiros lembrando que “Zumbi é o senhor das demandas”.
A título de curiosidade: a revista americana Rolling Stone em sua edição 893, fez uma seleção dos 50 discos mais “cool” da história. África Brasil é o único representante brasileiro a figurar na relação, ocupando a 22a posição. Bom, que isso não tenha maior importancia, o que vale realmente é a força, o suingue e o peso da música que ecoa em África Brasil, um gol de placa desse ponta de lança africano, umbabarauma, homem gol.
por Luiz Eduardo Monteiro
Radialista e produtor musical
PS: Os graves e grooves ficam bem mais bonitos com a possibilidade de ouvir o disco em vinil com a recente reedição do LP.
Compre o LP, na reedição em vinil 180 gramas pela Polysom, no Portal Prefiro Vinil:
http://www.prefirovinil.com.br/disco/Jorge_Ben-%C3%81frica_Brasil-3739/
Resenha: Do Amor (por Túlio Brasil Vilela)
0 Comments Publicado by djacaro novembro 24th, 2010 in Resenha
A insistência nos mesmos rumos musicais joga a cena no marasmo. São inúmeras as bandinhas que enchem a paciência com as mesmas melodias, letras idênticas, riffs e batidas. Todas parecem sugar a mesma ‘fonte de originalidade’. Pelas exceções que aparecem, tira-se o valor de destaque. Das poucas que chamam atenção, o Do Amor é o principal nome da cena carioca nos últimos anos.
Apesar de só ter lançado seu primeiro disco agora (via Mais Brasil Música/Vinyl Land) a banda é bastante conhecida na cena. No esquema simples de baixo-bateria-guitarra-guitarra: Ricardo Dias Gomes; Marcelo Callado; Gustavo Benjão; e Gabriel Bubu. Músicos que acompanham nomes consagrados, como Caetano Veloso e Los Hermanos, e nomes emergentes da MPB, da turma de Nina Becker, Lucas Santtana entre outros.
O currículo posto em prática não decepciona. A bagagem de tantas outras experiências musicais criou um ambiente de descontração e sem espaço para preconceitos musicais. Do Amor é uma banda que carrega temperos do carimbó para um universo ora de rock psicodélico, ora de um groove com cheiro de praia. Em “Morena Russa”, a linha de baixo contorna o corpo num requebrado típico do mestre Jorge Ben. E algumas faixas depois, em “Exploit”, Ricardo solta a voz no tom mais agudo que as guitarras, livres de qualquer forma e caricatura.
Sagacidade vai além do diálogo com os instrumentos e chega num lirismo fantástico (atitude da banda que também reflete nos clipes: “Cachoeira” e “Dar Uma Banda”). Uma dimensão sem senso de normal apresenta ao ouvinte composições bem humoradas emolduradas no calor de um samba-rock, puxando pro new-wave.
Assista o clipe no You Tube:
\"Cachoeira\", banda Do Amor
A primeira impressão diante de um contexto aparentemente experimental é a zona que isso deve soar. O paradoxo dos rótulos musicais felizmente não reflete no som. O álbum de estréia é um produto de uma banda com identidade, que conseguiu, sem apelar a clichês, criar um jeito típico de se comportar, uma dinâmica própria. Trejeitos de quem sabe armar o picadeiro e confia no público para apresentar qualquer atração e sair com aplausos no final.
Mais informações na página do My Space da banda:
http://www.myspace.com/doamor
Compre o LP ou o compacto (com a exclusiva e alucinada versão para “Lindo Lago do Amor”, do Gonzaguinha) no Portal Prefiro Vinil:
www.prefirovinil.com.br
por Túlio Brasil Vilela
Um dos fundadores e ativos editores do blog La Cumbuca:
uma prévia do set do DJ Ácaro na festa L’Playground - sexta, dia 10, no Rock’n'Drinks
0 Comments Publicado by djacaro setembro 9th, 2010 in Flyer Virtual, o DJ Ácaro recomenda
NESTA SEXTA, no Rock´n´Drinks (ex-Drinkeria Maldita, na Aires Saldanha, em Copacabana)
DIA 10, às 23h, ESTRÉIA
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L´PLAYGROUND
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Rock´n´Roll exclusivamente em vinil! Nas pick-ups: os LPs mais selvagens do oeste!
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Meus comparsas DJs do L’Playground,
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O DJ convidado Pedro Freitas Branco me mandou já o tracklist de seu set. Não quero ser spoiler, então digo só quais as bandas estarão no cardápio desde super colecionador:
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Bob Dylan, The Makers, Redd Kross, The Doors, The Undertones, The Three O’ Clock, Music Machine, The Electric Prunes, The Rolling Stones, Johnny Kid & The Pirates, Ian Hunter, Bobby Fuller Four, The Detroit Cobras, Lulu, Monsters of Folk, Shadows, Duane Eddy, Steve Gibbons Band e Mink DeVille (essa canção eu ia tocar, mas já tirei do meu case! Olha a sintonia rolando!!)
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Lembrando que cada um vai puxar mais a sardinha pro seu lado, e surfar mais as ondas que curte, mando essa listinha só pra dar uma idéia de qual será a barulheira do DJ Ácaro nesta noite tarantinesca (e pretendo fazer esse sopão mesmo, alternando lances novos e velhos, mais suaves e mais pesados, lados-B e hits):
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Roy Orbison
The Alan Bown (versão pra All Along the Watchtower)
Cake
Bruce Springsteen
Morrissey (something is squeezing my skull – porradeira de 2009)
George Thorogood
Radio Birdman (versão punk pra classico da surf music por banda australiana)
John Fogerty
The Coasters (a canção da cena de lap dance do filme “Prova de Morte”)
Sonic Youth
Lennny Kravitz (na sua faceta Hendrix)
Juliette & The Licks
Dream Syndicate
Thin Lizzy
Foxboro Hot Tubs (na real é o Green Day fazendo um som diferente do tradicional deles)
Alice Cooper
Willie Hutch (um cover sensual de Michael Jackson)
ZZ Top
Primal Scream (na fase Rolling Stones deles)
Patti Smith
Maggie Bell (a Janis Joplin irlandesa)
The Clash
Betty Davis (cantora de funk produzida pelo maridão Miles)
Ike & Tina Turner
Tim Buckley (fase rebolativa)
Kool & The Gang
Johnny Rivers (pagando pau pra Carl Perkins)
Misfits (versão para Richie Valens!)
Marvin Gaye
Sheila Collier’s Smokey City Jazzband (ragtime nervoso)
Nick Lowe
Queen Ida & Her Zydeco band (passando pelo Delta do Mississipi….)
Bar-Kays
Jonathan Richman & The Modern Lovers
Dr. John
Santiago Jimenez Jr. (um texano tocador de acordeon cantando em espanhol!)
The Donnas
Duane Eddy (sax tenso num clima de faroeste B)
Link Wray
East St. Louis Gospelettes (gospel chacoalhante)
Wanda Jackson
Doctor & The Medics (versão new-wave bem guitarrenta prum clássico do rock sulista: spirit in the Sky)
Midnight Oil
Legs Diamond (versão hard-rock pruma mela-cueca clássica)
John Cale cantando Chuck Berry
El Chicano (versão latinizada pra “Sugar, Sugar”)
Legendary Tiger Man
Mott The Hoople (versão pra Velvet Underground)
Frankie Lymon (versão para Jailhouse Rock)
+ uns covers de Buddy Holly e Beatles
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E tem uns compactos de emergência, que só usarei se tiver que apelar: AC/DC, Funkadelic, Van Halen, Rolling Stones, David Bowie e até Bon Jovi! Eu gosto disso tudo, mas tem umas paradas que já ouvi tanto na vida, que prefiro evitar se puder…
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Mas se for preciso sujarmos as mãos, sujemos! O importante é botar a massa pra rebolar, ok?
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& LET’S ROCK!!!
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ENTRADA:
R$ 20 normal
R$ 18 na lista amiga até 0:30h
R$ 15 antecipado no Sebo Baratos da Ribeiro (Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana)
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+ INFORMAÇÕES:
2256 8634 ou 2549 3850 (Sebo Baratos da Ribeiro)
3439 1978 (Rock´n´Drinks)

Set do DJ Ácaro na Festa 100% Compacto: Belo Horizonte, 13 de agosto de 2010
0 Comments Publicado by djacaro agosto 16th, 2010 in Aviso, Brasil Afora, o DJ Ácaro recomenda
Boas novas:
1) O Clube do Vinil voltou a ser quinzenal. A próxima farra acontece no dia 26 de agosto.
2) o Nix me passou o Audacity e, depois de meses sem conseguir instalar o Soundforge no notebook, o DJ Ácaro deve finalmente conseguir trabalhar nos MDs com o registro das últimas edições do Clube do Vinil. Então em breve, este PodCast volta a ser atualizado. Pedimos perdão pela demora, mas os fãs do bolachão foram recompensados pela paciência com o Portal PrefiroVinil, que desenvolvemos neste período:
Mas este post é também pra comentar a foi a segunda aparição do DJ Ácaro em pistas mineiras. A primeira foi na última festa da Vinyl Land, também no Studio Bar. Além da já notória simpatia dos mineiros, Ácaro descobriu outra qualidade: os ouvidos e coração aberto à todo som chacoalhante de qualidade, seja de qual gênero for. A FESTA 100% COMPACTO está na sua bem sucedida décima edição, e é criação dos os DJs Kowalsky e Fausto, que receberam o DJ residente do Clube do Vinil do Sebo Baratos com um carinho incrível - a começar pelo Jameson que bebericaram enquanto estavam na casa do Fausto, fazendo hora pra balada.
A moçada dançou à beça, a noite toda. (Kowalsky e Fausto são mestres nas carrapetas, usando efeitos com sagacidade & mixando diferentes gêneros com muita classe, e o outro DJ convidado, Gustássifon - do Roodboss Sound System - mandou uma fina seleção de rocksteadies e reggaes.) Eis o set do DJ Ácaro, todo feito com 7″s:
Antonio Prieto - chove chuva / goccia a goccia
Miriam Makeba - emavungwini (down in the dumps)
Amy Winehouse - tears dry on their own
Billy Preston - blackbird
Wilson Simonal - se você pensa
Aretha Franklin - Eleanor Rigby
Stevie Wonder - shoo be doo be doo da day
Duffy - mercy
The Rolling Stones - miss you
Coasters - love potion number 9
Parliament - tear the roof off the sucker (give up the funk)
Afrika Bambaataa & The Soul Sonic Force - looking for the perfect beat
New Order - true faith
Spider Murphy Gang - ich schau’ dich an (peep peep)
Claude François - si j’avais un marteau
Little Eva - locomotion
Las Foralettes - clap your hands (bate sus palmas)
Talking Heads - burning down the house
Paul McCartney - no more lonely nights (playout version)
Falco - rock me Amadeus
Carl Douglas - kung fu fighting
Jimmy “Bo” Horne - get happy
Grace Jones - pull up the bumper
Alice Pink Punk - 24 frames per second
REM - orange crush
Hot Hot Heat - goodnight goodnight

Em 2010 as reuniões do Clube serão mensais
3 Comments Publicado by djacaro fevereiro 25th, 2010 in Aviso
Em 2010 o Clube será mensal, sempre na quinta-feira mais próxima do dia 15 de cada mês:
18/3, 15/4, 13/5, 17/6, 15/7, 12/8, 14/10, 18/11 e 16/12.
Excepcionalmente em setembro, devido do Festival de Cinema, no dia 2.
A saudade é boa: realça o sabor do reencontro, não acha?
Portanto: até a próxima.
Um abraço,
DJ Ácaro
Descrição da imagem: A Frenchman weeps as German soldiers march into the French capital, Paris, on June 14, 1940, after the Allied armies have been driven back across France. (OWI)

Sebastián Pau é uruguaio e trabalhou no Sebo Baratos quando viveu no Rio. O gosto por LPs está no sangue – seu pai é o dono da loja Abraxas, em Buenos Aires -, e é ele quem sugere o clássico “rock lobster”, do B-52´s, para abrir o bloco. Ácaro pega carona no mesmo tubo e você surfa em seguida na companhia do obscuro combo new wave Dizzy & The Romilars – aliás, Ácaro acabou descobrindo que o Comateens, que entra logo após, era liderado pela mesma cantora, Ramona Lee (olha a intuição do DJ aí!). Sebastián saca então uma canção do Charly Garcia gravada no Rio de Janeiro, com o Paralamas de Sucesso, africanizando o swing desta noite. Aproveitando a deixa, Ácaro dá play em Mory Kanté, um grupo africano radicado na França que fez sucesso mundial nos anos 80 - pro pessoal lembrar que houve interesse pela música africana antes da atual onda liderada pelo Vampire Weekend. Pra quebrar, um momento rock com uma canção do último disco do Sonic Youth (de 2009) e uma belíssima balada do Stranglers, “always the Sun”. Finalizando, dois reggaes tortos, primeiro com a banda espanhola Kortatu (muito inspirada no Clash, inclusive nas letras de forte teor político) e depois com a Annette Peacock (também radicalizando, mas num feminismo que irá deixar os rapazes de cabelo em pé). 39 min.
P.S.: roubei a imagem do site de uma rádio virtual muito bacana, a “Lágrima Psicodélica”. Visitem:
http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/2009_05_01_archive.html
Clicando abaixo, você confere o tracklist deste bloco.
Cotinue lendo ‘Rafael Marquee, Parte 4 de 4′
Ouça o podcast abaixo dando play

O bloco abre com a discussão: os alemães pirados que misturaram rock e eletrônica no início dos anos 70 teriam sido punks se fossem 5 anos mais jovens? DJ Ácaro defende o parentesco estético, enquanto o DJ convidado, Rafael Marquee, bate o martelo: que punk que nada, os chucrutres estavam 300 anos à frente em termos de vanguarda pop. Argumento a favor da tese, entra Andreas Dorau com um misto de new wave e coral infantil. Na sequência, mais minimalismo experimental de fora do eixo Londres-NY, inclusive cantado em japonês. O papa Jean-Jacques Perrey, produtor pioneiro no crossover rock-eletrônica, dá as caras e o fim do set de Rafael inclui nomes mais conhecidos, como o Devo, Fred Banana Combo e o Flying Lizards, além de Talking Heads, um chamego à sua esposa, que em abril entrega ao rapaz um par de lindos gêmeos! DJ Ácaro contribui pro banquete com “breakdown”, uma das 4 canções que os Buzzcocks gravaram nos primórdios da carreira, ainda com Howard Devoto (que formaria o Magazine) nos vocais. 37 min.
Ouça o podcast abaixo dando play
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