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Até outro dia, Saulo Aride se dividia entre a carreira de advogado e a banda Aura B. Até que, apaixonado que é pela literatura, decidiu ganhar o pão de cada dia escrevendo ficção. Elaborou um plano: mandou o Direito às favas, botou o violão em banho-maria e se ofereceu como roteirista para alguns canais de televisão. Frequentador do evento literário que o Sebo Baratos da Ribeiro promove às terças-feiras, teve dois contos (“Dez caras” e “Boa noite”) incluídos na antologia “Clube da Leitura: Modo de Usar, Vol. 1”. Como DJ, agradou às 2 facções que marcam ponto no Clube do Vinil: a dos mudernos e a dos falsários. Esta última é liderada por Nuno Lisboa e está espiritualmente ligada às raízes do rock´n´roll, em especial à tradição americana gestada ao longo da Route 61 – que começa em New Orleans, onde o jazz nasceu, passa pela capital do rockabilly, Nashville, e termina onde o blues se eletrificou, Chicago. Este bloco começou na verdade no Texas (com Doug Sahm), atravessou as pradarias rednecks (Reverend Beatman recriando Elvis), se politizou com o blues do Gill Scott-Heron e chegou no R&B barra-pesada de Ike & Tina Turner. Até que uns bretões como os Yardbirds resolveram reinventar o rock… Na guinada para a mudernidade, o alemão King Khan vira tudo do avesso e Jonathan Richman comenta a onda dos telefones celulares. Fechando, uma canção de um dos recentes clássicos do indie rock, do disco folk-psicodélico “In the airplane over the sea”, do Neutral Mik Hotel.
49 min.
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Na noite de 10/06/2009 o Clube do Vinil de dividiu entre o alt.country e o indie rock contemporâneo. Quem serviu esse banquete de guitarradas slides & grooves noisy foi Saulo Aride, jovem talento multifacetado que impressiona pela seriedade de suas pesquisas musicais… DJ Ácaro harmonizou o cardápio com 2 sets bem distintos. Neste primeiro momento: clássicos do Delta do Mississipi (Lynyrd Skynyrd e Crazy Horse), bandas que reinventam a tradição sulista americana (The Thrills e Beirut), grandes bardos da era pré-new-wave (Jonathan Richman e Bruce Springsteen) e caras do post-punk que viraram o rock sulista do avesso (The Dream Syndicate e Soft Boys) – Tom Waits encerra o segmento com um esfumaçado blues de cabaret. Sobre as aventuras literárias de Saulo Aride, revelo os segredos no próximo post, mas pra terem uma idéia do alto cacife do escriba, vale dizer que ele é um dos 19 autores revelados pela antologia “Clube da Leitura: Modo de Usar, Vol. 1”. Em tempo: a festança de lançamento é amanhã, dia 28 de julho, às 20h, no Sebo Baratos da Ribeiro. O residente DJ Ácaro promete grooves jazzísticos, tropicalistas e indies para chacoalhar com classe a patota.
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Aqui Jazz: Vol. 1, Tomo III (seleção e apresentação de Julio Rodrigues)
1 Comment Publicado by djacaro julho 24th, 2009 in Podcast, Sucursal Aqui JazzDerradeiro bloco reunindo o primeiro ciclo de lições do Prof. Júlio Rodrigues sobre jazz. A idéia nesses 8 segmentos (compilados aqui em 3 arquivos, com não mais de meia hora de duração cada) foi driblar a resistência dos roqueiros de carteirinha (como o DJ Ácaro) ao gênero. Aqui, artistas do pop se arriscam no jazz e grandes nomes do jazz interpretam clássicas composições do universo pop / roqueiro. Por fim, recomendo aos ouvintes conhecerem o trabalho com vídeo do artista plástico J.R., no canal que ele mantém no You Tube:
http://www.youtube.com/user/juliorodriguesarte
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Aqui Jazz: Vol. 1, Tomo II (seleção e apresentação de Julio Rodrigues)
0 Comments Publicado by djacaro julho 22nd, 2009 in Podcast, Sucursal Aqui JazzJ.R. em suas próprias palavras: “capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, médico pneumologista. Veio para o Rio de Janeiro fazer sua especialização e por aqui ficou, travando contato com as Artes. Artista Plástico trabalhando com diversos meios, mas principalmente com o vídeo. Ordinário como qualquer ser humano, ama, é amado, tem amigos, poucos e bons, adora música e cães.” Frequentador do evento literário quinzenal promovido pelo Sebo Baratos da Ribeiro, seu conto “Pathos” está sendo publicado na antologia “Clube da Leitura: Modo de Usar”, que será lançada na terça-feira, dia 28 de julho.
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Aqui Jazz: Vol. 1, Tomo I (seleção de apresentação de Julio Rodrigues)
0 Comments Publicado by djacaro julho 21st, 2009 in Podcast, Sucursal Aqui JazzJÚLIO RODRIGUES abre as portas do jazz aos calouros. Em mais uma explosão de generosidade, o também médico e artista plástico gravou (em casa mesmo) uma série de pequenos programas de rádio para tentar tirar o medo que os amigos têm do gênero. São 8 “aulas” (em 3 blocos) que apresentam a releitura de standarts do jazz por artistas pop, e interpretações de clássicos pop por grandes nomes do jazz. Júlio freqüenta o evento literáio que rola no sebo às terças, e um de seus contos foi publicado no “Clube da Leitura: Modo de Usar, Vol. 1” – que será lançado e festejado na próxima terça, dia 28 de julho, na própria livraria. Os restantes 2 blocos desse programa irão ao ar na quinta-feira (dia 23) e no sábado (dia 25).
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Theddy-O The Boss (com uma mãozinha do Sama), Parte 4 de 4
1 Comment Publicado by djacaro julho 18th, 2009 in PodcastA edição do Clube gravada em 29/05/2009 teve o seu refrão: “pessoal, tá na hora de acabar” foi um anúncio feito várias vezes pelo anfitrião, DJ Ácaro. Pois é, depois que a seleção caprichadíssima do Theddy-O deixou a galera em ponto de bala, ficou difícil encerrar tão animada celebração do rock´n´roll. A problemática já surge no tema da canção de abertura do bloco, “don´t stop the dance” do Reverend Beatman (é ou não é um cover praquela baba oitentista do Bryan Ferry?). Em seguida Ácaro até tenta frear com uma versão para “summertime”, da banda brazuca The Angels (primórdios da Jovem Guarda). Mas Sama conjura o Mago do Pinball (Quem?) e a pista pega fogo novamente. Depois da BBC session do Thin Lizzy, a canção “the pusher” faz um curioso discurso anti-tráfico & pró-drogas. É a deixa para o Grand Finale: um mergulho na psicodelia que mostra como “kashimir” do Led Zeppelin e “sexy boy” do Air instigam as mesmas sinapses nervosas. Uma linda canção escolhida pelo compadre Donnchadh (isso mesmo, esse engenheiro de Dublin, que sempre tira férias no Rio, carrega um nome tradicional irlandês) acalma os ânimos. O clássico da Antena 1 FM, “eye in the Sky” do Alan Parsons (que foi engenheiro de som do Pink Floyd) foi o pedido de Ácaro por água, já exausto. Por fim, o comovente solo de sax em “Instincts” do Romeo Void apazigua os corações e o bom velhinho Louis Armstrong conta uma de suas divertidas histórias de ninar.
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Theddy-O Comemora com Sama, Parte 3 de 4
0 Comments Publicado by djacaro julho 16th, 2009 in PodcastEduardo Felipe, ou Sama, é um cara caleidoscópico: ex-militar, pai de duas linda meninas, diretor de cinema e teatro, ator, artista plástico, designer, quadrinista e roqueiro não apenas de carteirinha, mas de bandana! Morador do Bairro Peixoto, freqüenta a loja para espairecer a cuca, mas não consegue conter suas idéias para armações artísticas, e foi dele o pontapé decisivo para publicarmos a antologia de contos “Clube da Leitura: Modo de Usar”. A noite em que gravamos esta edição do Clube do Vinil foi véspera de seu aniversário, e os amigos apareceram para lhe dar os tapinhas nas costas – e filar um bolinho, é claro. Então, nesta noite Sama também foi DJ: Black Sabbath, Led Zeppelin e Aerosmith (como “walk this way” é melhor sem o rap!), foram algumas das suas certeiras escolhas. A versão caótica de AC/DC foi resultado do microfone ter sido roubado por um tal Johnnie Walker… As velas foram assopradas ao som de Ramones, e DJ Ácaro usou a versão de “summertime blues” do Roberto Gordon (com o lendário Link Wray na guitarra) para devolver as pick-ups para Theddy-O, capitão do time. No segundo round ele ataca com o lado mais debochado da new wave: Eduardo Dusek faz a crítica social que deve ter lhe rendido inimigos na Associação Protetora dos Animais, e uma canção do início da carreira do Erasmo Carlos (“O pica-pau”, em homenagem ao personagem do desenho animado) mostra que nossa versão do pop sempre foi bem humorada. Atenção ainda a algumas versões muito bacanas: Supremes e Fred Banana Combo interpretam canções que focaram famosas com os Beatles e DJ Ácaro faz uma ponta fechando o bloco com a interpretação do The Godfathers para “Cold turkey”, do Lennon.
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Theddy-O The Boss, Parte 2 de 4
Os topetudos tomam de assalto o Sebo Baratos da Ribeiro, com DJ Theddy tirando da manga um ás do rockabilly atrás do outro. Dominaram a noite os ingleses que, unindo forças com o punk em fins dos anos 70, devolveram o rock aos moleques revoltados e sedentos de diversão: Stray Cats, Caravans Highliners e Dave Edmunds. Mas essa vertente nostálgica da caleidoscópico new wave está presente no mundo tudo: The Blasters são da Califórnia, Twinny & The Tom Cats é norueguesa e o João Penca & Seus Miquinhos Amestrados é prata da casa – reparem na voz do Chacrinha, sampleada e usada na canção do disco de estréia da banda. Antes, porém essa turma pede a benção do mártir Charles Hardin Holley. Mais conhecido como Buddy Holly, o brilhante compositor partiu num acidente de avião, aos 23 anos, mas tendo criado uma das mais influentes obras da música popular do século XX.
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Uma noite dedicada às raízes do Rock. Em 1947 a canção “Snatch and grab it” estava no topo das paradas de sucessos, e sua autora, a pianista e cantora Julia Lee, morreria no fatídico ano de 1958, em que perdemos ainda Chuck Berry (preso), Elvis (abduzido pelo U.S. Army) e Little Richard (largando a música secular para virar pastor). Poucas semanas depois, em fevereiro de 59, Richie Vallens e Buddy Holly morrem num acidente de avião. Julia, nascida em 1902, ajudou na trasmutação do R&B em rock´n´roll, mas até onde ela acompanhou, a geração catapultada ao sucesso pelo filme “Sementes da Violência” (1955) ainda parecia passível de ser neutralizada ou domesticada. Meio século depois, bandas do mundo todo ainda compõem rock primitivo e sem firula do mais alto nível: Thee Butchers´ Orchestra (Brasil), King Khan & His Shrines (Alemanha), Reverend Beat-Man (Suíça) e Dead Brothers (França) – todos lançados em vinil pelo selo Voodoo Rhythm. No meio do caminho, o revival do rockabilly na Inglaterra em fins dos 70s – representado aqui pelo Darts e pelo Eddie & The Hot Rods – foi um marco. A gente faz escala ainda em NY (com o hillbilly-Hanna-Barbera do Jim Kweskin & The Jug Band) e em New Orleans (com o blues galopante de Allen Toussant). O ilustre convidado da noite, o Mestre e DJ Theddy, entra em cena homenageando 3 divas dos anos 60, de 3 cantos diferentes do globo: Diana Ross (EUA), Sandy Shaw (UK) e Celly Campello.
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Não importa a idade. Todo sujeito sagaz está hoje em dia com água na boca pelas bolachas de vinil. Apesar das lojas brasileiras não disporem de boas vitrolas por preços razoáveis. Apesar dos custos de importação tornarem essas suculentas reedições quase proibitivas pros pobres mortais. Uma boa opção pra quem quer fugir dos preços de 3 dígitos das Mega Stores são os LPs europeus que o Sebo Baratos anda recebendo desde o ano passado. Muitas reedições econômicas de krautrock e de rock garageiro dos anos 50/60, mas principalmente bootlegs, BBC Sessions e coletâneas de b-sides, out-takes e raridades, inclusive de bandas do século XXI. E disponíveis por uma preço beeem camarada: em torno de 55 mangos.
A edição do Clube do Vinil gravada em 30/04/2009 foi feita quase que exclusivamente com esses LPs – rolaram alguns discos extras para fazer chamego nos camaradas mais chegados – e está dividida em 3 blocos. Ao invés de soltá-los todos juntos, os blocos irão ao ar homeopaticamente, na véspera da chegada de novas remessas desses discos importados e “zero-bala”. E dentro de poucos dias tem um dessas pousando em nossas prateleiras…
De início, o Velvet Underground, em estágio embrionário, ensaia algo que deveria ser “Green unions” do Booker T. – extraído do bootleg “In 1966 there was…”). Em seguida você ouve a demo de “some unholy war” da Amy Winehouse e sua versão para “to know him is to love him”, do Sam Cooke. Depois de matar a curiosidade do André Buda por Nancy Sinatra (“Friday´s child”), DJ Ácaro manda um set de rock “de raiz” (dos 10 anos que antecederam a Beatlemania), ainda que as 2 bandas do meio sejam atuais com uma proposta retrô. The Crystals, Derek Martin, Dead Brothers (este é de 2000), The Reverend Horton Heat (de 1996), The Sidewalk Sounds e Ray McCoy. 43 min.
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