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Nuno conhece bem a Grande Maça, onde viveu uma temporada na companhia de uma bailarina por quem foi apaixonado. No bloco anterior, rolou uma trilha sonora para o psicodrama do sessentão Alan Ryan - na primeira metade, com sons 60s. Pois neste derradeiro e baladeiro bloco é Nuno quem põe pra fora as tripas & o coração. Ouça Neil Young (“heart of gold”), Van Morrison (duas do disco “Moondance”), Radiohead (“airbag”) e David Gilmour (disco solo de 2006, “On an island”). E como de praxe, versões preciosas: “walk away Renee” (jazzística, pelo húngaro Gabor Szabo), “see Emily Play” (do disco de 73 do David Bowie) e “since i don´t have you” (a versão original da canção que o Guns´n´Roses fez famosa nos 90s). A locução em inglês que apresenta “personality”, do Lloyd Price, é a peculariedade da série de LPs “Cruisin´”, que reúne, além dos sucessos radiofônicos dos anos 50 e 60, anúncios e locuções de época. 44 min.
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Esse bloco é pra dançar. Sam Cooke dá a versão definitiva (e ultra dramática) pra “bring it on home to me”, com coro dos DJs, e na sequência as novas gerações revisitam os anos 60: Southside Johnny faz dueto com Ronnie Spector (ex-Ronnettes, ex-mulher do produtor Phil), os Blues Brothers encontram Ray Charles, Raphael Saadiq interpreta um clássico da Chess Records (da trilha de “Cadillac Records), o coroa Roger Dangerfield escracha “twist and shout” (é o sujeito de olhão esbugalhado do filme “De volta às aulas”) e Joan Jett canta um clássico do Eddie Cochran. A versão de “my sweet Lord”, do George Harrison, é do grupo gospel Blind Boys Of Alabama. Nuno, além de advogado e connesseur da boa música, é baixista e seguia a cartilha noisy-distorcida na época da banda Dogs in Orbit. Já devidamente chacoalhada, a confraria balança a cabeleira ao som de Buzzcocks, Magazine (do Howard Devoto, que foi um dos fundadores do Buzzcocks), Pixies (no original e no cover do Man Or Astro-Man?) e Richard Hell & The Voivoids. O clima discoteca pinta no fim deste set, com Ultravox e uma canção do último álbum (2008) do B´52´s. 54 min.
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DJ Ácaro tem uma grande dívida de gratidão para com Nuno Lisboa, o membro mais elegante da confraria – o Ribas é um caso à parte, é um radical chic, discípulo de Tom Wolfe. Foi Nuno quem abriu os ouvidos de Ácaro para o rock ianque de beira de estrada, aquele que bebe whiskey, não faz a barba e carrega uma gaita no bolso do jeans. (Mas passa bem o terno para ir ao culto batista, suar às bicas e arrebentar os pulmões cantando & dançando o soul…) Tom Petty, Bruce Springsteen e The Band estão neste primeiro bloco. Mas nem tudo está à beira da Route 61. De NY vem o The Only Ones e Mink Deville, de Minnesota os Castaways e de Michigan os Stooges. E atenção à ótima versão do Alan Bown Sect para “all along the watchtower”. Clássicos na proa e na popa: os superferas Barney Kessel, Shelly Manne e Ray Brown transformam “volare (nel blu, dipinto de blu)” em uma jóia do jazz, e a banda punk australiana Radio Birdman recria o tema de “Hawaí 5.0”. 45 min.
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Vynil Land Presents Catchy Chorus, Lado B
0 Comments Publicado by djacaro junho 4th, 2009 in PodcastLuís Valente tira da cartola mais algumas bandas do circuito indie inglês, como o Those Dancing Days e a quase disco Ladyhawke. Dessa última surge o momento “Furacão 2000” da noite, com um batidão contemporâneos assinado pelo Metronome. E dá-lhe mais participações especiais neste bloco: PC Andrade mandou o Temptations abrir alas para a trinca de ases Rafael Ramos (DJ residente das sextas no Bukowiski), Fernando Pinheiro e Jacaré . João “Pirikito” Luís soltou seu espírito folião com “eu te amo” do Sidney Magal. Já DJ Ácaro fechou os trabalhos com um desfile de guitarras esganiçadas & versões distorcidas: Streetboy versus Eddie Cochran, Sex Pistols versus Bill Halley, Captain Sensible versus Plastic Bertrand, além do punk do X-Ray Spex, do art-rock do Little Bo Bitch e da balada-indie-retrô do Raveonettes (do 7” bônus da edição em vinil do último álbum). Pra ser perfeito, só faltou o programa “Tribos”, do Multishow, ter informado ao público que foi aqui, nesta noite incrível, que eles filmaram a “tribo do vinil”. 60 min.
E um conselho: confira o clip do Ladyhawke (“from dusk till down”) no You Tube. Uma deliciosa homenagem aos filmes B de terror:
http://www.youtube.com/watch?v=yYQgBy7sJt4
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Luís Valente se divide entre Londres e Belo Horizonte, mas seja onde estiver, está sempre militando pela causa do Vinil. A festa Rock 45´s (que quando acontece em BH costuma ter o Kid Vinil dividindo as carrapetas) toca apenas compactos, com forte ênfase em bandas indies – não raro antecipando nomes que apenas meses depois lançam CDs por majors e são descobertos por revistas como a Mojo. Neste segundo pouso no Clube do Vinil o Luís estava sorrindo de orelha à orelha, pois lançava os 2 primeiros 7” de seu selo, Vinyl Land: “catchy chorus” do Autoramas e um EP do Dead Lovers. DJ Ácaro abre o apetite do ouvinte com uma versão do Ventures para The Troggs, a banda lusitana The DT´s e uma gravação ao vivo do Graham Parker. Luís Valente presta tributo a 2 de seus heróis que haviam falecido à pouco (Lux Interior e Ron Asheton), e apresenta 2 versões ultra rebolativas para Kings Of Leon e Artic Monkeys. Marcelo Callado faz aparição surpresa de DJ e manda Erasmo Carlos, Gil e Buzzcocks. E não esqueça de conferir o maneiríssimo PodCast que Luís há tempos produz:
http://vinylland.podomatic.com/
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Pirikito do Fonseca, Lado B
2 Comments Publicado by djacaro maio 15th, 2009 in Capa de CD Virtual, Podcast
Capa do CD virtual
Há poucos dias o programa Tribos, do Multishow, dedicou um bloco ao pessoal que prefere o disco de vinil. A filmagem aconteceu justamente naquela quinta-feira, dia 26 de março, em que João Pirikito comandava as pick-ups. Neste segundo e derradeito blocol o rock tão pesado quanto cheio de swing do Grand Funk abre alas pra sequência rebolativa com Manu Dibango e Cymande. E tem mais rock, do clássico (um épico marteladaço do Creedence com uma guitarreira alucinante) ao post-punk (Mercenárias), passando pelo inclassificável (Gabriel Thomaz do Autoramas e Móveis Coloniais de Acaju recriando canção do Little Quail). Quem curtiu o cardápio servido por João pode saborear mais indo ao restaurante Forneria São Sebastião, onde ele trabalha de human-jukebox, em Ipanema (Rua Aníbal de Mendonça, 112). E torçam pelas armações ilimitadas desse menino e de sua cara-metade, Sharon Battat. Ele tem tentado trazer pro Rio revistas maneiríssimas como a Vice, a Soma e a Noise (alternativas, ousadas, antenadas, luxuosas e, pasmem, gratuitas!), que por enquanto são distribuídas apenas em Sampa. Ela está produzindo a mostra do fotógrafo Myron Christian, de Serra Leoa, que depois de rodar o mundo (morou em Londres e aqui do lado, na Venezuela) foi estudar em NY e foi assistente de gente casca-grossa (Phil Pynter e Enrique Badulescu) - no Centro Cultural da Justiça Federal).43 min.
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João “Pirikito Sem Asa” Luís é um caleidoscópio de talentos: DJ, grafiteiro, artesão, ás do skate e agitador cultural. A edição da Clube comandada por João Pirikito primou portanto pelo ecletismo. Você ouvirá o rock alternativo que dá ibope nas mini-ramps da vida (The Smiths, Bad Brains), o crossover entre rock e hip-hop (Anthrax e Planet Hemp), bandas de sotaque mais tropical (Picassos Falsos e Professor Antena), uma swingueira irresistível (Black Alien & Marcelinho Da Lua) e até uma clássica canção de amor, “você”, do Tim Maia. Já o “mambo da Cantereira”, com o Jards Macalé, entrou porque João Pirikito vem do Fonseca, lá em Niterói. E atenção a dois dos nomes mais interessantes da cena alternativa recente, The Shins e Awesome Color (com uma canção que os Stooges teriam composto antes, se também fossem skatistas apaixonados pelo asfalto & pela velocidade). 43 min.
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Túlio, o Ronqueiro (Parte 3 de 3)
0 Comments Publicado by djacaro maio 11th, 2009 in Capa de CD Virtual, Podcast
Capa do CD virtual, por Natália Bittencourt
Como bom discípulo do Maurício Valladares, Túlio surfa em várias praias sonoras e valoriza a prata da casa. Da década em que a vanguarda da MPB absorveu o pop mundial ele saca Jorge Ben (“descobri que sou um anjo”, com arranjos de Rogério Duprat), Novos Baianos (que segundo o que tão dizendo, fizeram o melhor show da Virada Cultural de 2009, em Sampa) e Rita Lee - uma receita culinária (?!!) que os Mutantes musicaram pro “Build up”. Dando a benção a esses enfant terribles estão Cartola e Almirante, este último um herói do samba que deveria ser mais lembrado: pandeirista de Vila Isabel, fundou em 1929 o Bando de Tagarás ao lado de Noel Rosa e Braguinha, e a partir dos anos 40 virou radialista, gravando apenas esporadicamente a partir daí. De volta ao rock´n´roll, você curte feras de hoje (Racounteurs, o portuga Legendary Tiger Man e uma gravação ao vivo do Radiohead, de 2008) e de ontem (uma seqüência de “hard-rock-psicodélico-low-fi” que começa com a tributo do Guru Guru ao Eddie Cochran e termina com o Funkadelic criticando o consumismo da geração Woodstock, fazendo escala em Erasmo Carlos, Soft Boys e Pink Floyd, aliás deste último trata-se de uma BBC session, ô delícia!). 60 min.
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O convidado da edição gravada em 12/3/2009, Túlio Vilella, é um rapaz de sorte. Marcos e Márcia, os autores dessa peça rara, além de muito simpáticos possuem ouvidos tremendamente sagazes. Pois assim como discotecaram em família, em família freqüentam as festas do Ronca Ronca (até porque o menino ainda não tem idade pra ir sozinho!). Com mais o yoda Mauval pra guiar o jovem jedi, podem apostar que Túlio ainda vai longe. Marcos, o Bob pai, teve uma banda punk em seus anos loucos, mas o hábito de freqüentar a casa do Hermeto Paschoal pra bisbilhotar os ensaios (você deve dar play nesse arquivo nem que seja só pra ouvir essa história deliciosa) despertou nele o interesse pelos músicos mais aventureiros e destemidos, que se lançam em manobras das mais radicais – Weather Report e Victor Assis Brasil foram suas outras contribuições para essa eclética noite. (Aliás, que solo de baixo é aquele no faixa do Victor! Paulo Russo, não?) Túlio cumprimenta Marcos com “pobre meu pai” do Sérgio Sampaio e parte pra provocação carinhosa com os heróis da sua geração: Strokes e Franz Ferdinand – num baticundum quase Ibiza tirado do novo álbum, “Tonight”. Ah, Túlio e alguns amigos mantêm um blog onde dão dicas musicais e compartilham discos interiros. Confira:
http://lacumbuca.blogspot.com/
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DJ Ácaro ainda sonha em extrair do contrabaixo que tem em casa algo de musical. Como o convidado Túlio andou pela Escola Villa Lobos estudando as quatro cordas, a noite abre com a linha cavalar do EGS na canção “moody”. Ácaro encara então o desafio de montar um set tão eclético e bem amarrado quanto seu herói Maurício Valladares costuma fazer no Ronca Ronca – seja a festa do Estrela da Lapa ou o programa da Rádio Oi FM. O passeio começa na versão mambo do Trio Irakitan pra marchinha “Aurora” e termina no punk do XTC – ao vivo no Hope & Anchor em 1977. No meio do caminho, o tributo que o Red Hot fez ao Fela Kuti, new wave sueca, Zappa, soul com cítara, um super funk do Tom Zé e ska – seja com o acordeão do Buckwheat Zydeco ou a big band do Móveis Coloniais de Acaju. 41 min.
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