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Abrindo o bloco, o tema da sci-fi-sensual “Barbarella”, aquele com a Jane Fonda. A sexy Charlotte Dada anuncia o momento chill-out afirmando que “everything he does is cool”, o que se aplica com perfeição ao Monsieur Henri Salvador – que foi atração fixa nos áureos tempos do casino da Urca. Antes de passar a bola de volta ao DJ Ácaro, Clark dá um mergulho no rock´n´roll a partir da garageira sessentista do Music Machine. E “hot smoke + sassafras” do Bubble Puppy (cujo primeiro show da carreira foi abrindo pro The Who!) desce a lenha! Clark ainda bota na roda uma do Built to Spill, banda que ele apresentou ao Ácaro, para júbilo deste,que cantou em coro: “it´s time to get together, get your shit together!”. As guitarras fazem cama, e a galera deita e rola com Raveonettes, Pixies, Screamfeeder e Sonic Youth – “the burning spear”, do álbum de estréia de 1982. Atenção portanto ao post-punk da época (Pere Ubu, Pylon) e ao mais atual (quem curte o Hurtmold vai adorar o Eternals). E não repare na agulha pulando. É vinil, ora bolas! 53 min.
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Clark Quente Strikes Again, Parte 2 de 3
0 Comments Publicado by djacaro abril 27th, 2009 in PodcastClark “Quente” Nelson nasceu em Chicago, mas sempre preferiu a estrada. Foi em Los Angeles, onde viveu na (pós?) adolescência que conheceu de perto a cena punk e hardcore, e foi no Rio de Janeiro, onde fez pós-graduação em ciências sociais, que conheceu sua esposa. Depois de alguns anos atacando de DJ nas noites cariocas e editando trilhas sonoras para lojas transadas e desfiles do Fashion Week, fez as malas, pegou a patroa no colo e voltou pros States. Sua meta é fazer um pé de meia e um dia ter um barraco de veraneio por aqui. É um apaixonado por sons chacolejantes de negão, mas nesta noite no Clube do Vinil exibiu também souvenirs de suas aventuras pelo R&B de raiz, psicodelia e indie rock. Usando apenas compactos. Destaque para bandas de nome engraçado (Girls Against Boys, Lieutnant Pigeon), nomes de fora do eixo NY-Londres (como o belga Stereo Total e o francês Henri Salvador), latinidades de pirar o cabeção (como “yo soy feliz”, a versão do Los Tamara para “i feel good” do James Brown) e nuggets brazucas como “Jimi renda-se” do Tom Zé e “macumpilha” do Monsueto. Clark é mesmo casca grossa: um dos momentos mais groovy do set é quando o funkeado cheio de sopros do Abaco Dream (um projeto paralelo do Sly Stone que registrou apenas 1 compacto!) encontra os sintetizadores e as guitarras distorcidas do Buffalo Daughter (banda japonesa!)… Coisa de gênio! 54 min.
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Foi na “quinta-feira de cinzas” de 2009, sob a supervisão de 2 foliões da mais alta patente, Clark Nelson e seu compadre Lemuel, que DJ Ácaro tentou criar pontes entre a música brasileira, yanque e caribenha. Além da óbvia negritude do swing (vide Bar-Kays e Bagga´s Guru, essa uma banda brazuca de apenas um raro LP lançado pela Baratos Afins nos anos 80), tem a percussão hipnótica (vide Arnaud Rodrigues, Ocho e o cover de Jr. Walker para Sly & Family Stone), a porradeira roqueira setentista (os chicanos do Macondo e uma versão surpreendente para “tico tico no fubá”) e o lirismo ibérico (vide o dueto de Eduardo Araújo & Silvinha e a interpretação de Willie Colón para um clássico do Chico Buarque). Atenção ainda para a guitarra de Vernon Reid (do Living Colour) na faixa do Defunkt e para a primeira gravação de “Mais que nada”, feita pelo Zé Maria & Seu Órgão – onde Jorge Ben é creditado apenas como crooner, praticamente numa nota de rodapé. Clark (ruivo e nativo, mas não um redneck) e Lemuel (porto-riquenho) foram criados em Chicago, mas só esbarraram há poucos anos, quando ambos moravam no Rio de Janeiro.
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DJ Ácaro dá play em um canção do papa do alt.country, Wilco, e passa a bola pra que Pedro de Freitas Branco mostre sua faceta Disc-Jóquei. Entre o rock inglês dos anos 60 (Rolling Stones, The Kinks, a banda cover que seu pai teve no que seria a versão lusa da Jovem Guarda) e as bandas contemporâneas que fazem sua cabeça (White Stripes, Franz Ferdinand e um cover de The Jam cantado por Noel Gallagher), um tempero de raiz (Johnny & The Pirates, Shangri-las) e um molho francês (Françoise Hardy). Na coda, DJ Ácaro solta uma BBC session do Belle & Sebastian (“like Dylan in the movies”) e volta ao alt.country com Cowboy Junkies, fazendo escala em Gene Clark, ex-Byrds, com a belíssima “with tomorrow” (regravada nos anos 90 pelo This Mortal Coil. 50 min.
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Apesar da versão cheia de slides e com levada honky tonky que Jerry Garcia (do Grateful Dead) criou para “let´s spend the night together” dialogar com o alt.country, DJ Ácaro neste bloco escapa pela tangente, inspirado pelo show do White, e fica pelos anos 70, com aquele som que remete aos bares caindo aos pedaços e cheios de rednecks que aparecem nos road movies: Elliot Murphy, Leonard Cohen (num momento Tom Waits), Tom Petty e Willie Alexander & The Boom Boom Band (com uma versão incrível para a clássica mela-cueca “you´ve lost that love feelin´”. Mais próximos de nós estão Billy Bragg (com uma canção de amor linda de morrer gravada em 88) e The Passion Flower Hotel (banda dark e esporrenta que em 90 gravou uma balada na tradição faroeste de gente como Johnny Cash, “murdered by time”, cantada numa dessas vozes cavernosas). 38 min.
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The White (Live Session), Parte 2 de 4
0 Comments Publicado by djacaro março 29th, 2009 in Podcast, Show AcústicoPedro & Os Apóstolos foi uma banda de, hum… “indie-pop” que fez razoável barulho em Lisboa na virado do século, até que seu frontman e principal compositor, Pedro de Freitas Branco, se mudou para o Rio de Janeiro, onde montou uma banda tributo à sua banda predileta, Like A Rolling Stones – um dos destaques do festival produzido pela loja Satisfaction ano passado, no Circo Voador. Com o tempo, voltou a sentir aquela coceira, aquela vontade de escrever suas próprias canções, mas temia que os cariocas estranhassem o sotaque luso. Até que um amigo da terrinha lhe puxou a orelha, e sugeriu como solução que compusesse em inglês. Com a adesão do guitarrista Alexandre Costa Reis, a equação fechou. Assim nasceu The White, que no dia 12/2/2009 fez sua estréia publica, nesta Live Session do Clube do Vinil. Além de músico, Pedro é autor de 2 romances (“Vida em Stereo”, de 2004, e “O segredo dos Beatles”, de 2006, ambos pela Editorial Presença) e dono de uma coleção de LPs de derrubar qualquer queixo. 45 min.
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The White (Live Session), Parte 1 de 4
0 Comments Publicado by djacaro março 29th, 2009 in Podcast, Show Acústico“Americana” (segundo a imprensa inglesa) ou “alternative country” (segundo os yankees) é, a grosso modo, o rótulo criado para descrever bandas de atitude “indie” ou “low-fi” que fazem um som muito influenciado pelas raízes sulistas, incluindo o folk e o blues. A tendência ganhou força nos anos 90, quando o fanzine “No Depression”, de Seattle, começou a divulgar bandas como Wilco e Whiskeytown e artistas como Steve Earle, Will Oldham e Bonnie “Prince” Billy. A idéia dos editores, Grant Alden e Peter Blackstock, era divulgar sons “velhos demais, barulhentos demais ou excêntricos demais para as rádios country”. (Existe uma antologia de artigos à venda nas livrarias gringas, e o site www.nodepression.com segue na militância.) Supondo – sem muito acerto - que estas seriam as principais referências pro novo trabalho autoral de Pedro de Freitas Branco, convidado da noite, DJ Ácaro trouxe um cardápio baseado em guitarras slide, fraseados dedilhados e harmonias vocais na melhor tradição do Crosby, Stills, Nash & Young. Neste bloco você confere Ryan Adams (um cover de Oasis e uma do último disco, de 2008) e Fleet Foxes (autores do melhor disco de 2008, segundo eleição da Mojo), além de três nomes que ajudaram a pavimentar a estrada que culmina no alt.country: José Feliciano (com cover de Willie Dixon), Bruce Springsteen e Bob Dylan (do disco de 2006). 35 min.
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Best Friends (Live Session), Parte 4 de 4
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capa do CD virtual
Depois das 2 últimas canções do set de PC Andrade, DJ Ácaro volta com um irresistível medley do Cat Mother & The All Night News Boys que cita clássicos do Chuck Berry, Little Richard, The Big Bopper, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley – tudo isso em 3 minutos arrasadores! A canção seguinte é um country rock poltrão (provavelmente texano) em homenagem ao chilli e a seguência tarantinesca fecha com Tem Years After. A versão de “whyskey in the jar”, imortalizado pelo Thin Lizzy, é com o Belle & Sebastian, e a versão do Morrissey é ao vivo, de um compacto promocional. E sei que é difícil de acreditar, mas a singela canção – quase um doo wop – de encerramento é dos Artic Monkeys, usando um nome falso! 30 min.
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Best Friends (Live Session), Parte 3 de 4
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contra-capa do CD virtual
Paulo César Andrade foi jornalista esportivo nos tempos áureos da Manchete, e depois de uma recente passagem pela Rádio Mundial, tem produzido muitas reportagens para canais estrangeiros de televisão. Cantor bisexto, é um apaixonado por rock´n´roll clássico e por discos de vinil. Tem falado de uma festa que pretende produzir em breve, onde os DJs só usarão compactos em 45 rpm e onde, como nos clássicos bailes do Ademir no Canecão, haveria a sessão das lentas, pra se dançar colado – nós estamos na torcida pra que seja logo! Antecipando a brincadeira, nesta edição do Clube só se usou compactos. Neste bloco você ouve as escolhas de PC como DJ: Richie Havens, Eric Clapton, Frankie Goes to Hollywood, James Brown, Temptations, Ike & Tina Turnês são algumas delas.
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Best Friends (Live Session), Parte 2 de 4
0 Comments Publicado by djacaro março 9th, 2009 in Podcast, Show AcústicoEste ensaio aberto foi gravado no dia 29 de janeiro de 2009, enquanto a banda Best Friends preparava seu retorno oficial aos palcos cariocas, marcado para uma semana depois, no Mud Bug (o novo, na Rodolfo Dantas, ao lado do Copacabana Palace). Aliás, este segundo e bem mais longo show também foi registrado por Mano Dico, nosso ciborgue técnico de som, e estará disponível aqui no futuro. Paulo César Andrade canta, acompanhado dos craques absolutos Cristiano Crushemore e Alexandre Begê nos violões. No repertório: Beatles, Clapton, Robert Johnson, Hendrix, Pink Floyd, Stones e Eagles.
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